Os vírus são organismos acelulares formados por material genético envolto por uma cápsula proteica sendo parasitas intracelulares obrigatórios.
A definição acima pode passar a ideia de que se trata de um organismo frágil e sem grande impacto médico, porém a realidade é totalmente oposta. Os vírus tem sido ao longo da história um desafio para a Medicina principalmente porque estão em permanente mutação e por isso o homem nunca está completamente imune a eles. Além disso, possuem alta taxa de transmissibilidade sendo responsáveis por grandes epidemias e pandemias.

Gripe Espanhola (1918-1919)

Grave epidemia que fez vítimas em todo o mundo e não apenas na Espanha. O agente causador desta histórica epidemia foi o Vírus Influenza Tipo A H1N1. Este vírus propaga-se pelo ar, por meio de gotículas de saliva e espirros. No Brasil vitimou cerca de 35.000 pessoas incluindo o então presidente da República Rodrigues Alves. Até hoje a Gripe espanhola é lembrada em todo o mundo pois acometeu cerca de 40% da população mundial.

SARS - Severe Acute Respiratory Syndrome (2002-2004)

A SARS é uma doença respiratória grave causada por um Coronavírus (SARS-CoV ). Surgiu na China e espalhou-se por cerca de 26 países. O quadro clínico é composto por febre, calafrio, mialgia que evolui para casos de pneumonia grave/

Gripe Suína [2009]

Ocasionou uma pandemia por uma variação extremamente virulenta do vírus Influenza H1N1. Em cerca de 3 meses já tinha atingido 75 países

MERS- Middle East Respiratory Syndrome (2012)

Síndrome Respiratória do Oriente médio iniciada na Arábia Saudita. Também causado por Coronavírus (MERS-Cov). Acredita-se que o reservatório do MERS-Cov sejam os dromedários.

A atual pandemia é causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV- 2). A fisiopatologia desta doença ainda não está totalmente elucidada. Os pacientes podem ser portadores assintomáticos, apresentarem sintomas leves ou evoluírem para formas graves. Pacientes idosos, com doenças imunodeprimidos são mais susceptíveis às formas graves da doença.

Os sintomas iniciais são similares a uma síndrome gripal com tosse seca, odinofagia, astenia, mialgia. A anosmia tem sido encontrada com frequência sendo considerado um sintoma bastante relevante para a confirmação da doença. Nos pacientes com forma grave temos na fase inflamatória da doença um acometimento pulmonar difuso com diminuição da saturação de oxigênio. Segue-se a fase de liberação exagerada de citocinas inflamatórias, insuficiência respiratória e coagulação intravascular disseminada que evolui para os casos fatais.

Protocolos de medicamentos como Cloroquina, Azitromicina para os casos graves estão sendo analisados, porém ainda não temos uma uniformização terapêutica.

Os antivirais têm sido utilizados para casos de Covid 19, porém os protocolos de seleção dos antivirais bem como a sua efetividade estão em fase inicial de análise.

As vacinas antivirais previnem a contaminação com formas já conhecidas dos vírus. Já possuímos vacinas contra o vírus da febre amarela, sarampo, algumas formas de gripe. Os estudos para o desenvolvimento de vacina que combata o Coronavírus é o objeto de pesquisa de inúmeras instituições médicas no momento. O anseio de todos é que esse objetivo seja concretizado o mais breve possível.

É fundamental seguir as orientações que visam reduzir a transmissibilidade da doença. Neste sentido o isolamento domiciliar, a higienização das mãos com frequência, o uso de máscaras de proteção individual são medidas que devem fazer parte do nosso cotidiano atual.

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